[Resenha] Corte de névoa e fúria (Corte de espinhos e rosas - vol. 2) || Sarah J. Maas

658 páginas || Corte de Espinhos e Rosas#2  || Sarah J. Maas  || Ano 2016 || Editora Galera Record
Foto de Paixão por Letras ||  Resenha de Kika Oliveira
Essa resenha contém spoilers.
Se você não leu o primeiro livro Corte de Espinhos e Rosas, não é aconselhável ler esta resenha. Caso  decida ler mesmo assim, fique ciente do risco de ler algo que você julgue um spoiler grave. Tomei cuidado para não falar nada que possa tirar as surpresas do livro.

Todos têm aquela história que os marcaram de alguma forma. Independentemente do motivo, todo leitor tem esse livro. Bom, o livro que me marcou no 1° semestre de 2017 foi  Corte de névoa e fúria, fiquei tão envolvida com a história, amei tanto os personagens que li o livro duas vezes, dando um intervalo de 3 dias do fim da primeira leitura, para o começo da segundo livro.

Depois de tudo que a Feyre passou Sob a montanha era de se esperar que ela teria o seu "viveram felizes para sempre" e tudo ficaria bem no mundo, mas o que acontece é completamente diferente. Ela precisa enfrentar um novo inimigo, dessa vez mais poderoso ainda que Aramantha, e vencê-lo não será nada fácil, afinal, ela deve enfrentar a si mesma.
“ERA MAIS FÁCIL NÃO PRECISAR EXPLICAR MESMO. NÃO PRECISAR CONTAR A ELE QUE, EMBORA EU O TIVESSE LIBERTADO. SALVADO SEU POVO E TODA PRYTHIAN DE AMARANTHA... TINHA ME DESTRUÍDO. E ACHAVA QUE NEM MESMO A ETERNIDADE SERIA EMPO SUFICIENTE PARA ME CONSERTAR.”
Se não bastasse lidar com esse problema, ela ainda precisa lidar com uma mudança drástica e exagerada de Tamlin e dali para frente tudo começa a desmoronar. 
Esse período de batalha contra si mesma faz com Feyre amadureça mais e tenha uma nova visão sobre quem ela é e sobre o mundo ao seu redor. E, embora no início não seja fácil, no momento que ela decide lutar nada é capaz de segurá-la, afinal ela venceu Sob a montanha, o que de pior poderia acontecer!? Mal sabe ela #coitada.

Desde que encerrei a leitura pela primeira vez eu digo que a autora Sarah J. Maas é maluca. Ela trouxe à tona traços das personalidades dos personagens principais da história de uma forma que foi chocante. Acredito que ninguém esperava por aquelas mudanças, a troca de papéis na trama causou admiração para alguns (eu sou uma dessas pessoas) e para outros ódio puro.

Devo dizer que a mensagem subliminar que encontrei na forma como as coisas seguiram nesse enredo me fez analisar a forma como enxergo determinadas situações e até mesmo mudou um pouco meu modo de pensar sobre alguns assuntos. Nem sempre quem você julga ser bom, é tão bom assim, todos possuem defeitos e fica a critério de cada um como enxergá-los. Da mesma forma, podemos dizer a respeito de quem aparenta ser mau, será que aquilo é maldade mesmo, ou é apenas uma “máscara”, uma forma de se proteger aquilo que mais se preza?
"
EU NÃO ERA PRESA, DECIDI, AO ME APROXIMAR COM CUIDADO DAQUELA PORTA.
E NÃO ERA UM RATO.
EU ERA UM LOBO."
Em alguns momentos da história eu fiquei decepcionada com a Feyre, ela se permitiu ceder às emoções confusas e deixou de ter atitudes mais corretas, mas de certa forma é até que justificado, no lugar dela será que eu faria diferente? 

Passei mais da metade do livro lutando contra meus sentimentos em relação ao Rhys, fiquei decepcionada com uma determinada atitude dele no 1° livro, mas chegou uma hora que não deu mais para lutar contra o sentimento e fui vencida. Foi confuso no início, pois determinadas atitudes eu não consigo relevar e isso muda minha forma de enxergar o personagem e nada me faz voltar a vê-lo com bons olhos, porém, é claro que a loucura da Sarah J. passou pra mim e eu caí de amores por esse Grã-Senhor da Corte Noturna.
“EU ERA DELE E ELE ERA MEU, E ÉRAMOS O INÍCIO, O MEIO E O FIM. ÉRAMOS UMA CANÇÃO CANTADA DESDE A PRIMEIRA BRASA DE LUZ DO MUNDO.”
Preciso dizer que em algumas discussões sobre esse livro foi usada a palavra “perfeição” para descrever os personagens e isso não procede do meu ponto de vista. Eu enxerguei em Tamlin e Rhysand dois seres imperfeitos, quase humanos até, que no momento de fazerem suas escolhas agiram da forma como eles julgaram ser o correto. Um deixou-se levar pelo medo e insegurança, o outro reconheceu as próprias falhas e usou a situação que envolvia o anterior a seu favor, esforçando-se para não cometer os mesmos erros, o que é algo normal de acontecer em ambas situações em que cada um vivia, Tamlin nunca foi perfeito e Rhysand também não.

Outra palavra usada para se referir a algumas mudanças na história foi “desconstrução”, não vi isso acontecer, o que vi foram novos traços de uma personalidade e não uma mudança ou transformação abrupta a ponto de justificar esse argumento.
"PARA AS ESTRELAS QUE ESCUTAM, E PARA OS SONHOS QUE SÃO RESPONDIDOS ."
Durante a leitura, as mudanças que o enredo trás à interpretação de cada um podem divergir de acordo com a forma que o leitor julga o certo e o errado, o bom e o mal.Teve momentos da leitura que foi difícil lidar com as emoções, a história fica muito intensa, e algumas partes são desesperadoras. No final então!? SOCORRO, nada poderia me preparar para aquele final, o que autora pretende com o 3° livro deve ser de abalar todas as estruturas.
Eu recomendo esse livro tanto ou mais que o 1°. Mas pra quem ainda não leu, aviso de antemão que precisa se preparar para o mix de emoções que te aguardam, a ressaca é garantida no final.
               

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SINOPSE E CAPA :

O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro.Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

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